Mostrando postagens com marcador música de outrem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música de outrem. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de outubro de 2008

Inovações Literárias I - Começando do começo

Confissões de um quase morto-vivo - uma não-ficção paradidática

Saudações! Primeiro gostaria de lhe agradecer pelo imenso privilégio que é ter a SUA atenção exclusiva nessa curiosa empreitada literária. Qualquer escritor há de confirmar como é difícil ser lido por outras pessoas, especialmente pelos analfabetos. Então podemos aproveitar o momento para nos comprazer-nos da oportunidade aproveitada para ter acesso a uma educação minimamente razoável e chegar hoje a um momento bastante peculiar em que podemos iniciar essa comunicação por palavras.

Cuidando ainda de alguns finalmentes, anuncio dois postulados básicos que orientam o modus operandi deste autor zumbi: (1) A verdade não tem dono, (2) É conversando que a gente se entende. Na verdade para ser conceitualmente mais preciso, seria interessante partir de (1) e chegar em (2) dando pequenos passos rigorosos e bem definidos, como numa demonstração matemática. Sim, de fato, há outras maneiras mais herméticas de chegar nas mesmas conclusões, mas confiem em mim, pois um sujeito vivo e morto ao mesmo tempo de repente pode ter razões sólidas para argumentar desta maneira em vez de outra. Mas o interessante é que ao considerarmos (1) e (2) torna-se interessante abrir o espaço para interpretações divergentes da realidade e poucas coisas podem ser tão agradáveis quanto o debate. Sendo assim, disponibilizo o endereço do meu sítio virtual . Nos comentários aos posts teremos um fórum adequado para dialogar (se bem que sou suspeito para falar, pois quem manda lá sou eu! hehe)

Feitos os agradecimentos e o marketing pessoal é chegado o momento de dizer exatamente quem sou, o que fiz e tentar satisfazer a clientela da melhor maneira possível...

-----
Tacada #1 - Identidade

Me chamo Flávio. Pois bem, na verdade como a maioria das pessoas eu tenho um documento de identificação com um monte de outras informações, mas o que importa mesmo é que a maioria das pessoas me conhece como "flávio", puro e simples.

Sou o protagonista e autor destas confissões e sendo assim será necessário explicar meu status de morto-vivo. Notem que essa definição no início pode não fazer lá muito sentido, por isso é bom ter paciência e acreditar no narrador ou então desistir e buscar algo melhor para fazer (pelo que vejo nas livrarias cariocas do início do século XXI, a auto-ajuda continua dominando os mais vendidos). Aqueles com maior quilometragem literária devem naturalmente ter um pouco de ceticismo e podem até fazer a comparação com os meus antepassados, a dupla Brás-Machado. Antes de mais nada, é fácil chegar a um consenso e afirmar categoricamente que a analogia é banal, pois requer uma meia dúzia de bits e um processador vagabundo. Ou seja, um calouro de programação deve ser capaz de, em poucas horas, escrever um código que vasculhe um site como o da amazon.com para separar todos os cem títulos que apresentam a mesma temática central (ouvi dizer outro dia que o Brás fora inspirado num certo Tristram Shandy e achei a acusação de plágio atribuída ao bruxo do Cosme Velho absurdamente pueril). Mas deixemos os apartes de lado.

Há uma vasta gama de trabalhos que têm como foco vida e morte. E isso tem uma explicação bastante simples. Nós vivemos, um dia morreremos e temos quase que uma compulsão por partilhar histórias. E só. Se no ano do centenário da morte de Machado de Assis aproveitamos essa oportunidade para relê-lo e descobrimos que anos antes um certo Laurence Sterne inventara um narrador galhofeiro e descompromissado (pois morto se encontra) não vejo motivo para pânico. O lugarzinho dele entre os grandes seres humanos brasileiros está garantido e eu aposto que meus bisnetos acompanharão as festividades do segundo centenário de sua morte em 2108, confirmando mais uma vez o que as suspeitas do próprio escritor das Memórias Póstumas: "É só escrever uns livrinhos aí, assinar tudo, depois fundar uma ABL (que nem a de Paris) e pronto! mais dia menos dia viro imortal... Bela idéia, Machado... Bela idéia, meu caro..."

Como diz o subtítulo, esta obra é uma "não-ficção", portanto não pretendo perder tempo fazendo ilações a respeito dos pensamentos íntimos de autores mestiços e subdesenvolvidos de 1800 e tal. Prefiro focar na minha verdade particular enquanto sujeito mestiço e subdesenvolvido do novo milênio... Então voltemos à discussão inicial do que vem a ser um "morto-vivo".

Definição 1
vivo - característica peculiar àquilo que possui capacidades cognitivas e que segue uma trajetória com um ponto inicial (nascimento) e um terminal (morte).

Definição 2
morto - o não-vivo.

Parece meio óbvio, mas é bom que seja assim, pois com definições concisas e claras a gente ainda pode ir muito longe. A maioria dos leitores que não teve acesso a uma formação menos humana e mais exata provavelmente não faz a menor idéia do que é uma derivada, então prefiro dar uma intuição básica e depois deixo algumas referêlncias básicas ao final deste raciocínio (o vídeo do YouTube é ótimo...). A derivada é uma informação resumida de uma função matemática. Considere então um automóvel que segue uma trajetória ao longo do tempo que podemos descrever por meio de uma função c(t), com t variando de 0 a T (lê-se "de zero a tê maiúsculo" e não "tesão", isso é matemática, seus pervertidos!). O que importa é que a tal da derivada é um jeito que eu tenho de ter alguma idéia da cara dessa tal função, quando ela for desconhecida. Considere um problema onde é dado o ponto de partida, o ponto de chegada e uma velocidade constante. A velocidade é a derivada de c(t) no contexto automobilístico acima. O grande barato da matemática não é simplesmente fazer um monte de contas, mas tentar representar fenômenos os mais variados de um modo elegante, simples e conciso (é um ramo do conhecimento bastante minimalista).

Se afirmo que sou um morto-vivo é porque acredito que ao longo da minha trajetória pessoal de vida, passei por diversos episódios onde a morte foi a protagonista. E a minha estratégia de sobrevivência basicamente foi "matar a morte e dissecar seu cadáver com muita atenção e respeito". Um título alternativo seria "Lições de anatomia das muitas mortes do flávio", mas convenhamos, seria ainda mais umbigocêntrico do que já é...

Tacada #2 - Bibliografia
Tacada #3 - Machadadas no fio da navalha
Tacada #4 - Copidescando a Loucura Sativa da Donzela Poética
Tacada #5 - São José dos Manos
Tacada #6 - Uma fundação para honrar suicidas
Tacada #7 - Mistérios de Minas
Tacada #8 - Política (de todos e de quase ninguém)
Tacada #9 - Economíadas e o desvario de ciências sociais
Tacada #10 - Sobre guerras e crises (ou O Espólio de Aquiles)
Tacada #11 - O desfecho da ressurreição para a imortalidade


(obs: essa estrutura seria a linha mestra da obra, sujeita a mudanças e adições com o passar do tempo)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

deixe-se acreditar -- mombojó

composição: felipe s. e china

eu quero um samba pra me aquecer
quero algo pra beber, quero você
peça tudo que quiser
quantos sambas agüentar dançar
mas não esqueça do nosso trato
da hora de parar
só vamos embora quando tudo terminar
eu vou te levar aonde você quer chegar
eu tenho a chave nada impede a vida acontecer
deixe-se acreditar
nada vai te acontecer
tudo pode ser
nada vai te acontecer, não tema
esse é o reino da alegria


aos leitores: a letra de uma musiquinha pop bacana que também tem serve como cantada diferente na balada para alguma moça já conhecida (isso dá pra inferir por "não esqueça do nosso trato"... qualquer sujeito minimamente esclarecido que já tentou lançar um 'xaveco' sabe que o desfecho não tarda a chegar...

domingo, 10 de agosto de 2008

Inquérito -- Dia dos pais

"Quadra 8 tumúlo 9 , cemitério Vila morais , segundo domingo de agosto , dia dos Pais"
(Naquele dia mais uma vez , fui tentar da um abraço no meu pai , sei lá , pode parecer loucura, abraçar quem já morreu mais ... só quem perdeu pra saber a falta que faz , de um pai ).

Meti uma peita preta vesti uma lupa escura
Juntei uns Troco pra floricultura.
Queria te dar outro presente Oh Pai uma beca
Uma camisa do timão um cd sei lá , do Zeca.
Mais fazer o que né?
O senhor que escolheu, preferiu o crime do que a
Familia e deu no que deu.
Pôs no peito dos gambezinho medalha de bronze
Passou a fazer aniversário 2/11.
Meteu os ferro roubou que roubou até umas hora , hein !!!
E onde você tá morando agora?
A 7 palmos longe da mãe de mim e da Roberta
Quando alguém pergunta do pai na escola ela Desconversa .
Se alguém ganhou nessa história foi só seu Advogado
Nóis continua morando num quartinho alugado.
E a mãe não teve estômago pra vir te visitar
Nunca mais foi a mesma depois que cê mudou pra cá.
E tem pesadelo vê vulto direto só consegue dormir tomando
Remédio.
Vive com a frase do pm no ouvido
(É minha senhora melhor uma Viúva do que mais um bandido).

[Refrão:2x]
Eu trouxe seu presente pai é um buquê de flores,
E agora o que que eu faço , eu só queria era poder te dar
um abraço.

Seus parceiro de ação nunca te abandonaram
Até no cemitério te acompanharam.
Tá lembrado do neguinho pilotão de fuga
Tá aí do teu lado ó em outra sepultura .
E aquele mano que era catador Linha de frente
Tá enterrado numa cova logo ali na frente.
Quem não entrou pra quadrilha dos finado
Tá tirando 10 no fechado do são bernardo.
cê foi baleado Lembra?
Fiquei com cê a noite inteira
Nenhum parceiro veio dá uma de Enfermeira .
Só que quando eu mais precisei cadê? cê não tava
Com 13 anos eu virei o homem da casa .
A mãe sofrendo Doente Vivia em hospital
Larguei a escola pra vender sorvete no Taquaral.
É ... cada lembrança é uma lágrima que cai
Mó saudade, mó saudade do meu pai.

[Refrão:2x]
Eu trouxe seu presente pai é um buquê de flores,
E agora o que que eu faço , eu só queria era poder te dar
um abraço.

A mãe tá indo no culto todo domingo
Graças a Deus , acho que se não fosse isso ela já tinha enlouquecido .
Roberta tá moça cresceu que é uma beleza
Já tá até cantando no coral da igreja.
Hoje quando eu te vejo nas fotos em cima do rack
Vivo , positivo , só que nos negativo da kodak .
Lembro do tempo que cê vivia com nós , cê sorria
Mais aí alegria apagou mais rápido que um flash de Fotografia.
E o mesmo crime que te levou por dinheiro Ilusão
Veio te devolve num caixão com flor e algodão.
Olha desculpa se eu falei demais , se eu pesei , fui além
É que eu precisava desabafa com alguém .
Já deu minha hora pai deixa eu ir
cê nunca escutou ninguém e não é Agora que vai me ouvir .
Quem sabe um dia nóis se Tromba nem que seja sonhando
Pra mim te dar o abraço que ficou faltando.

[Refrão:3x]
Eu trouxe seu presente pai é um buquê de flores,
E agora o que que eu faço , eu só queria era poder te dar
um abraço.

(É ... eu acho que , a vida do crime , é que nem a dessas flores que eu te trouxe ...No começo parece que vai ser linda sempre , derepente morre , desmancha , só fica os espinhos ... acho que , os espinhos é que nem a saudade , que fica machucando agente , arranhando a nossa memória ... É pai mais um ano sem você , mais um dia dos pais , sem pais , sem pai , só saudade.)


aos leitores: tem gente que tem pai legal (meu caso), tem gente que sofre mais com a figura paterna, ou acaba ignorando sua existência... esse rap ganhou o Prêmio Hutuz 2006 de melhor som do ano (e foi merecido na minha opinião..)

Inquérito -- É Gol!

Composição: Renan / Macari / Pop Black

A vida é como futebol certeza
Cada minuto uma caixinha de surpresa
Não é de hoje que a gente entra perdendo
E consegue virar o jogo no segundo tempo
Tem que vestir a camisa até fora de campo
Pra não fica na reserva esquentando banco
Jogo é jogo mata, mata
Ou cê sai com a medalha ou em cima da maca
Deus tá comigo não tô impedido vou indo
Corro não canso só paro nos 45
Primeira divisão um segundo é pouco irmão
Ninguém quer ser vice-campeão
Ninguém dá nada pra nóis de mão beijada
Por isso é mais gostoso ganhar de virada
É, e o ditado não erra
Os melhor jogador saiu dos campinho de terra

É gol deixa a bola rolar
É gol ninguém vai me parar
É gol meu time vai ganhar

É gol! quando a torcida grita no show
É gol! quando a rede balança mano
É gol! quando o meu time joga eu vou
É gol, é gol, é gol!
Fora do jogo vários parceiros
Que o juiz lá em cima deu o cartão vermelho
Não jogaram direito pisaram na bola, tão fora
E agora não rola querer entrar de sola
Olho no lance muita calma nessa hora
Simbora a torcida tá de olho em você
Lá fora não adianta se esconder
Nem todo dia ela vai tá do seu lado
Tem dia que ela mais parece adversário
Tem dia que é melhor nem sair do vestiário
Olha só o gol que eu fiz
A torcida tá feliz
Mas não vacila não
Só comemora quando a taça tiver na sua mão

Refrão

Eu vou passar, fintar, pedalar
Eu quero ver a torcida gritar: gol!
Ficou pra trás agora jaz
Jogada de efeito é pra quem pode mais
Eu vou passar, fintar, pedalar
Eu quero ver a torcida gritar: gol!
Furo a retranca quebro a banca
Ta lá, não adianta chorar


aos leitores: 2008 tá se mostrando um EXCELENTE ano do ponto de vista musical (pelo menos eu tou gostando muito dos lançamentos até o momento)... "um segundo é pouco" parece ser um álbum e tanto! ah, e essa musiquinha consegue simplesmente ser uma das melhores a lidar com essa paixão nacional que é o futebol...

sábado, 7 de junho de 2008

Eterno retorno

”Luto preto é vaidade
Neste funeral de amor
O meu luto é a saudade
E saudade não tem cor”
(Noel Rosa in “Silêncio de um minuto”)


Contei as horas e repassei cada momento em sua companhia

Lamentando a ira juvenil logo de partida
Maravilhado com a trama urdida a fado
De novo persisti monolítico
Esvaziando as rotas de fuga

Acompanho as velhas pegadas
Corríamos loucos ribanceira abaixo

A perfeita sincronia
A negação do indivíduo

Desesperadamente
Como ao final da maratona de dança

Olhei o suor no chão
Contando a história gota a gota
o que foi construído
o que já se perdeu
o que ainda vive em mim

Não

Não compreenderiam a intensidade do vínculo
Muito além das horas no dia
Aspirando à cumplicidade plena

Se fosse preciso reduzir
Tanto tempo a um único derradeiro instante
Passaria feliz a eternidade
A descartar bagagens ao umbral da porta
Para içá-la bem alto
Rodando e rodando
Em pânico de beijos e abraços e

Aplacar o turbilhão da saudade


(04-dez-2006 17h40min / um poeminha perdido entre bytes)


aos leitores: uma reciclagem poética... acho que foi uma das duas melhores poesias que poderia dedicar à 'donzela poética'... lembrança do regresso de uma viagem longa.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

4 AM -- Kaskade

Sleepless gliding
Over the city lights
Watch us flying
Over the streets tonight

And I say
There's a way, there's a way I know
There's a way, there's a way I know
There's a way, there's a way
I know that someday we will surely find it
There's a way, there's a way I know
There's a way, there's a way I know
Someday, there's a way
Someday, there's a way I know it

Sunday morning
Watching the city sleep
Dreams are shining
Finally they're within reach

aos leitores: uma letra que escutei algumas vezes em uma rádio de trance... mas sei lá... acho que foi uma modinha pessoal que já passou...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Vinicius de Moraes - Samba da Benção

Mas pra fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, senão não se faz um samba não.

Senão é como amar uma mulher só linda... e daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade. Um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Priorizem as prioridades - BNegão

Pois se a liberdade hoje se parece com 1 cigarro ou com o carro mais potente do mercado
Me desculpe, mas as bolas foram trocadas bem na sua frente
E você nem se tocou; pagou, comprou, levou assim mesmo o seu atual presente: felicidade completa como uma boca sem dente, tão libertário quanto uma bola de ferro com corrente algemada aos seus pés.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Eta Carinae

Extraído daqui
Eta Carinae está no fim da vida. Com cerca de 2,5 milhões de anos, restam a ela no máximo 500 mil anos. O problema é que a morte da estrela nesse estágio poderá causar um grande impacto na vida da Terra. Estrelas com essa massa morrem como hipernovas, brilhando como todas as estrelas do Universo juntas (100 bilhões de vezes 100 bilhões de sóis). Esse ''flash'' inimaginável emitiria uma rajada de raios gama capaz de abrir um rombo na camada de ozônio que protege a Terra dos raios ultravioleta do Sol. Em questão de horas, regiões inteiras do planeta seriam torradas. Como a estrela já está expelindo átomos pesados, essa explosão pode acontecer, literalmente, a qualquer momento.


Resenha do showzinho... assim que voltarmos dos comerciais!

sábado, 8 de dezembro de 2007

Eta Carinae -- Graça Maior

(Dirceu Melo)

Quando o sol surgiu pra mim
Com a sua graça maior
E eu vi que tinha você,
Do meu lado
Percebi que o tempo parou de passar,
Na vida tudo tem seu lugar
Não há um fim pra onde podemos chegar.

domingo, 25 de novembro de 2007

Sound of your voice - Barenaked ladies (with video!)

Uma musiquinha lesgal com um clipe divertido de uma dupla de dois humoristas americanos da geração internética, BaratsAndBereta:



The moon is full but there is an incompleteness
The days are beautiful but I feel a bitter sweetness
If I had a wish, or even a choice
I'd wake up to the sound of your voice
How I miss waking up to the sound of your voice

I let you down and fell right off of your good list
I hope each day you'll find peace and forgiveness
The alarm clock rings, What a lonely noise
And I long for the sound of your voice
Oh, how I miss waking up to the sound of your voice

Take it from me: there's not much to see
In this void

The saying goes there will be other dances (don't give up)
This little song is about second chances
Just say the word and I will rejoice
And wake up to the sound of your voice
Oh, how I miss waking up to the sound
To the sound (sound)
To the sound (to the sound)
To the sound
Waking up to the sound of your voice

Take it from me: there's not much to see
In this void

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Basta de clamares inocência -- Cartola

Basta de clamares inocência
Eu sei todo mal que a mim você fez
Você desconhece consciência
Só deseja o mal
A quem o bem te fez

Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependido
Vê se chora

Quando você partiu me disse chora
Não chorei
Caprichosamente fui esquecendo
Que te amei

Hoje tu me encontras
Tão alegre e diferente
Jesus não castiga
O filho que está inocente

Basta, não ajoelhes, vá embora
Se estás arrependido
Vê se chora
Não é a música perfeita para o momento específico, mas tem muito a ver mesmo assim. Além disso a letra é sensacional!

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

"Esboço" do álbum Amigo de Fé

Esboço
Cláudio Jorge e Manuel Rui

Há tanto tempo o vento finge seus lamentos
Dos afetos mais discretos
Da lua com o luar
E os teus afetos
Também discretos
Sombra de estrela com vergonha de brilhar
Não falem nada dos segredos e dos medos
Nem dos rumos mais incertos
Com miragem de gritar
São mil projetos
Dos mais concretos
Na intenção de sempre começar

É gota deste traço
Esboço de um abraço
No eco de um deserto perto
Unidos numa voz
Esboço de cantiga
Pra não ficarmos sós no som da vida

Há tanta coisa entre a pauta dos meus dedos
Neste esboço de cantiga
Só tem gente, gente amiga
Com os segredos
De mil degredos
É muita gente para eu cantar

sábado, 29 de setembro de 2007

Um anjo no meio da guerra -- Inquérito

Música: Anjo no meio da guerra.
Artista: Inquérito.

Me sinto tipo um anjo no meio da guerra
Um raio de luz sozinho nas trevas

É com você mesmo, a chapa tá fervendo
E uma pá de parceiro eu vi ir pro arrebento
Atrás do sustento escarrando o veneno
A mil derretendo, não tô podendo
Até tento. Conselho, panfleto e nada
Será que é eu que tô lutando de arma errada?
Os manos tudo de quadrada, 380
E o vagabundo aqui só com a consciência
É que eu não quero lutar dessa forma sangrenta
Só que a vida me faz soldado de nascença
Nem pensa, agüenta truta, sem dar fuga
Na guerra a fé é a única armadura
(Aí sem mula ó) Me sinto tipo um anjo no meio da guerra
Um raio de luz sozinho nas trevas
Sabe, que nem uma flor no concreto
Uma árvore sufocada entre os prédios
Mas enxugo as lágrimas
Esqueço o orgulho e lembro do amor
Só que a revolta aqui parece ser que nem um tumor
Vai aonde eu vou, tá em cada pedaço
Dentro do coração tipo um marca passo
Né fácil, não existe paz artificial
Eu planto o amor só que não colho nem a pau
Acho que é porque é igual pé d’uma fruta
Zé povinho sempre arranca antes de tá madura
Já era pra eu ter perdido a cabeça se for ver
Qual será que é o caminho?
Um pente ou um buquê?
Um tambor, uma flor, um botão ou uma mecha
Quem vai ganhar essa hein, as balas ou as pétalas?

[REFRÃO] 2 X
Quando a tristeza invade eu não vejo passagem
A mão de Deus se abre e me dá a chave pra felicidade

Fala com Deus, ora que é o melhor jeito
Liga pro céu o telefone é o joelho
Nunca é tarde pra se arrepender, abre o peito
Quem nasceu pra carregar peso foi camelo
Dinheiro é a lâmpada dos tolos
Uma hora apaga
Meus Deus é a luz do sol que nunca acaba
Esmaga o opressor, aniquila, fulmina
Destrói o inferno, bota o inimigo na palmilha
Entende, ninguém morreu na cruz pra fazer pose
É quente, ele é um só não tem cover
Fácil é andar com cristo no peito, no pingente
Difícil é ter peito pra tá com ele sempre
Bem diferente né, se liga aí
Ele não é rintintim, a bíblia não é gibi
Eu vi uma pá de estrela apagar de um hora pra outra
Por isso que eu prefiro ser que nem lantejoula
À pampa, brilhando pouco bem humildão
Tá bom, no fim toda brasa vai virar carvão
Né não, então espero e relaxo, não tenho pressa
O bom sabe a hora, ninguém morre na véspera

[REFRÃO] 2 X
Quando a tristeza invade eu não vejo passagem
A mão de Deus se abre e me dá a chave pra felicidade

Roubar pode até financiar seu sonho
Só que não dá abraço do pátio nem consolo
Sua mãe contente vale mais que qualquer carro novo
Viver com quem te ama isso sim que é tesouro
Opa, espere um pouco truta, agüenta firme
O pote de ouro tá no fim do arco-íris
Insiste, resiste, não desanima fica de boa
O mano da manjedoura não nasceu à toa
Na cruz correu o sangue no tronco também
A África chorou que nem Jerusalém
Eu tô seguindo o exemplo do tiozinho
Que trampa de porteiro e a noite faz supletivo
Não, não desisto eu ainda to na busca
Da união que eu encontrei só no açúcar
Em punga guerreira, parceira da fé
Maninho diz que tá firmão vai ver tá igual geléia
Esperança me escolta, a fé, meu guarda-costas
O diabo não me afoga, Jesus é minha bóia
Vamo que vamo aí, aos trancos barrancos
DVC em branco aí, isso que é ser malandro

Eu sou um anjo, eu sou um anjo...na guerra.

[REFRÃO] 5X
Quando a tristeza invade eu não vejo passagem
A mão de Deus se abre e me dá a chave pra felicidade.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

10 anos de OK Computer

Fica aqui a lembrança da década do lançamento deste impactante álbum britânico. Confesso que tive uma adolescência meio descolada dos modismos culturais, mas o Radiohead conseguiu impressionar mesmo alguém que não tinha nenhum motivo pra gostar da banda. O clipe de Paranoid Android foi o estopim, não entendia necas, mas tinha cara de ser interessante.


It Was 40 10 Years Ago Today: 18 Reasons 1997 Might Be The Next 1967
By Andy Battaglia, Jason Heller, Michaelangelo Matos, Josh Modell, Sean O'Neal, Keith Phipps, Nathan Rabin, Kyle Ryan
September 17th, 2007
1. Radiohead, OK Computer

1967 is rightfully—though overly, especially during its 40th anniversary—revered as a watershed year for pop music: It saw the release of Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, Songs Of Leonard Cohen, Are You Experienced?, The Velvet Underground & Nico, Forever Changes, and many other incredible and/or important albums. 1997, though lacking the benefit of as much hindsight, packed a pretty earth-shaking musical punch, too, clearly led by Radiohead's already-canonized OK Computer. Enough ink has been spilled about the album's dystopian outlook and overall concept, sometimes to the point of ignoring the most important element: Every track, from pure pop in wolf's clothing ("Paranoid Android") to experimental animosity ("Fitter Happier") feels exactly right. Everything in its right place, indeed.


Leia o resto da matéria aqui

sábado, 21 de abril de 2007

Cidadão Instigado - Silêncio na multidão

Aqui estou eu,há meia hora parado no cruzamento da brigadeiro luiz antonio com a avenida paulista. pensando. simplesmente pensando.

Comprei um refrigerante, tomei um gole, e continuei a pensar. nesse tempo que eu parei aqui tantas pessoas passaram por mim: empresários, mendigos, boys... e até o zé doidim, que eu mesmo reconheci! pessoas com mundos totalmente diferentes, mas que, naquele momento, naquele cruzamento, se cruzaram! interessante, né?!! todos os dias, em vários lugares, milhares de pessoas se cruzam mas não se falam, pois não se conhecem, e nem ao menos se importam com isso.
Eu vejo ali na frente um mendigo barbado. ele simplesmente pára e grita:
- aaaaaaaaahhhhhhhhhh!!! – um grito de liberdade para a multidão, pois ele não agüenta mais viver sozinho na escuridão!

Eu vejo as pessoas que passam por mim, que falam, que ralam, que gritam em agonia e solidão. dói no coração ver meu povo silencioso.

Penso. naquele momento, naquele cruzamento, tanta solidão em movimento.
Olho, para o mendigo em seu lamento, e ainda ouço o eco do seu grito.
Ando, paro e respiro... e fico comigo, confabulando: "será que são apenas corpos vazios? ou será um engano? não. engano, não. eu sinto no ar o silêncio na multidão!"

Eu vejo as pessoas que passam por mim, que falam, que ralam, que gritam em agonia e solidão. dói no coração ver meu povo silencioso.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

Augusta, Angélica e Consolação -- Tom Zé

Augusta, graças a Deus, graças a Deus
Entre você e a Angélica
Eu encontrei a Consolação
Que veio olhar por mim e me deu a mão

Augusta, que saudade
Você era vaidosa, que saudade
E gaastava o meu dinheiro, que saudade
Com roupas importadas e outras bobagens
Angélica, que maldade
Você sempre me deu bolo, que maldade,
E até andava com a roupa, que maldade,
Cheirando a consultório médico,
Angélica,

Augusta, graças a Deus...

Quando eu vi
Que o Largo dos Aflitos
Não era bastante largo
Pra caber minha alição,
Fui morar na Estação da Luz,
Porque estava tudo escuro
Dentro do meu coração

domingo, 14 de janeiro de 2007

"Ain't got no beef at Taco Bell"

Não lembro exatamente se foi em 2001 ou em 2002 quando ganhei o cd Oppy Music, Vol. 1: Purple Crayon do Chris Opperman,
só sei que não entendia direito as composições repletas de arranjos intrincados (às vezes dissonantes).

Mais adequada a minha compreensão musical adolescente eram as vinhetas. Humphry Boogert e Snot girl promovem uma farsa sobre feminismo enquanto em outro caso o Chris Opperman tem o azar de pegar um atendente melancólico no drive-thru do Taco Bell (de onde vem o título desse post)

é bom espairecer ao som de música boa... influências do zappa, mike kenneally, steve vai e muitas outras coisas... um grande compositor e pianista, com um notável senso de humor

sábado, 13 de janeiro de 2007

Rammstein -- Seemann (traduzido do alemão)

Sailor

Come in my boat
a storm is rising
and the night is coming
Where do you want to go
(quite alone you are drifting away),
give it up
Who will hold your hand
when it
pulls you under

Where do you want you want to go
So boundless,
the cold sea
Come in my boat,
The wind of autumn
keeps the sails stiff

Now you are standing by the lantern
with tears in your face
The daylight falls to the side
The autumn wind sweeps empty the streets

Now you are standing by the lantern
with tears in your face
The evening light chases the shadows away
Time stands still and fall is coming

Come in my boat
Yearning becomes
the helmsmen
Come in my boat
the best sailor
was I

Now you are standing by the lantern
with tears in your face
You take the fire from the candle
Time stands still and fall is coming

They only spoke of your mother
so merciless is only the night
In the end I'm left alone
The time stands still
and I am cold

[ essa música eu nem sabia que tinha, mas veio no pacote de mp3 que minha mãe juntou qdo ganhei esse pc... só que a versão aqui de casa é um cover da banda apocalyptica acompanhada da Nina Hagen nos vocais. coisa boa, sô! ]

Fiskales Ad-Hok -- Resistiré (I will survive)

Cuando pierda todas las partidas cuando duerma con la soledad,
cuando se me cierren las salidas y la noche no me deje en paz,
cuando sienta miedo del silencio, cuando cueste mantenerse en pie,
cuando se rebelen los recuerdos y me pongan contra la pared.

Resistiré erguido frente a todo, me volveré de hierro para endurecer la piel,]
y aunque los vientos de la vida soplen fuerte, soy como el junco que se dobla pero siempre sigue en pie.]
Resistiré para seguir viviendo y soportaré los golpes y jamas me rendiré]
y aunque los sueños se me rompan en pedazos, resistiré , resistiré.

Cuando el mundo pierda toda magia, cuando mi enemigo sea yo,
cuando me apuñale la nostalgia y no reconozca ni mi voz,
cuando me amenace la locura cuando en mi moneda salga cruz,
cuando el diablo pase la factura o si alguna vez me faltas tú.


Resistiré erguido frente a todo, me volveré de hierro para endurecer la piel,]
y aunque los vientos de la vida soplen fuerte, soy como el junco que se dobla pero siempre sigue en pie.]
Resistiré para seguir viviendo y soportaré los golpes y jamas me rendiré]
y aunque los sueños se me rompan en pedazos, resistiré , resistiré...


{essa letra é uma versão em espanhol do clássico do disco "I will survive", o twist é que essa banda Fiskales toca um punk bem pesado... Lembrei da música por causa do show do Brasov no Humaitá pra peixe}